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PF cumpre mandados de busca em endereços ligados ao advogado de agressor de Bolsonaro

Objetivo é tentar identificar quem estaria financiando a defesa de Adélio Bispo, após o crime ocorrido no dia 6 de setembro deste ano

Zanone Manuel Júnior, advogado de Adélio Bispo — Foto: Reprodução/TV Globo
A Polícia Federal em Minas Gerais cumpre dois mandados de busca e apreensão no escritório e em uma empresa do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, responsável pela defesa de Adélio Bispo – agressor confesso de Jair Bolsonaro (PSL), à epoca candidato a presidente da República. Segundo o delegado Rodrigo Morais, que coordena as investigações da PF, o objetivo da operação desta sexta-feira (21), que ocorre na Grande BH, é tentar identificar quem estaria financiando a defesa do autor do atentado ocorrido em 6 de setembro, em Juiz de Fora, na Zona da Mata.


Por volta das 10h, os policiais, armados e com roupas camufladas, chegaram ao hotel em Contagem onde Zanone mora e tem escritório.


Bispo foi indiciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. O primeiro inquérito da PF concluiu que o agressor agiu sozinho no momento do ataque e que a motivação “foi indubitavelmente política”.

Adelio Bispo de Oliveira no dia em que foi preso; ele é suspeito de ter dado facada em Bolsonaro - Foto: Reprodução/GloboNews
O que diz o advogado

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, o advogado falou rapidamente com o G1, mas o celular estava sendo apreendido por policiais e ele precisou desligar. À repórter Aline Aguiar, da Globo, Zanone disse que já esperava por alguma ação desse tipo por parte da polícia. Ele afirmou, ainda, que acompanhou toda a ação dos policiais federais e voltou a dizer que foi o nome de quem o contratou para defender Adélio é sigiloso.

O que diz a Polícia Federal

Em entrevista em Brasília para apresentar um balanço do ano das ações da Polícia Federal, o diretor-geral da entidade, Rogério Galloro, comentou sobre a operação envolvendo o advogado do Adélio Bispo.

Disse que o objetivo da operação é não deixar nenhuma dúvida e que a investigação sobre se houve a participação de mais alguém está próxima de ser encerrada.


"Temos uma responsabilidade social nesse inquérito muito grande, uma resposta eleitoral. Enfim, estamos caminhando para o final", disse.

E acrescentou: "Nós não podemos terminar esse inquérito deixando dúvidas, não podemos. Às vezes, talvez nós até já pudéssemos ter terminado, mas não vamos deixar restar nenhuma dúvida. A investigação está caminhando para o final”.

Policiais federais chegam a hotel onde mora o advogado Zanone — Foto: Aline Aguiar/Globo
Segundo inquérito

Um segundo inquérito, em andamento, foi aberto para dar continuidade às apurações, visando comprovar “participação de terceiros ou grupos criminosos” no atentado ao político fora do local do crime.

Por Fernando Zuba, TV Globo — Belo Horizonte