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Conheça as barragens com maior potencial de dano do País

Bacia do Rio das Velhas, que abastece a capital e Região Metropolitana de BH, pode ser contaminada em caso de rompimento

Barragem abandonada da Mundo Mineração com rejeitos da mineração de ouro é a que tem maior potencial de dano do país, segundo ANM - Crédito: Humberto Trajano/G1
As duas barragens que apresentam maior potencial de dano no país, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), ficam em Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As barragens com rejeitos químicos de exploração de ouro foram abandonadas pela empresa Mundo Mineração e atualmente estão sob os cuidados do governo de Minas Gerais.


Segundo o secretário de Meio Ambiente de Rio Acima, Marcos Antônio Reis, o maior risco caso haja um rompimento é de contaminação química, principalmente no manancial do Rio das Velhas, que abastece a capital mineira e parte da Região Metropolitana, e é afluente do Rio São Francisco. Ele afirmou que a barragem é construída da forma à jusante.

Segundo o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), a empresa encerrou suas atividades em 2012 de “forma inadequada”, deixando para trás todo o patrimônio e o passivo ambiental. Esse cenário pode ser constatado no local. Tudo foi largado para trás: a estrutura da mineradora, construções, veículos, maquinário. Hoje sobraram ruínas de um tempo de exploração mineral.



Além das duas barragens, há ainda uma represa menor, bem perto das edificações da mineradora. Também sobraram duas carcaças de caminhonetes, um caminhão usado na mineração, esqueletos de máquinas. Ainda de acordo com o secretário de Rio Acima, se a barragem colapsar não há um risco de acontecer uma tragédia humana como em Brumadinho, que até a noite dessa quarta-feira já tinha 99 mortes confirmadas, e 259 desaparecidos. Apesar disso, bem abaixo da barragem fica a sede de uma fazenda, que em caso de rompimento poderia ser atingida.

O governo de Minas afirmou que atua para manter a segurança da área da antiga mineradora. Moradores da região afirmam que a Polícia Militar vai ao local todos os dias.

Conforme o inventário de Barragens da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), a Barragem II, a maior, armazena 280 mil metros cúbicos. No local, o rejeito é bem claro e aparenta estar seco. No inventário, consta que a barragem tem “estabilidade garantida pelo auditor”.

A outra barragem, chamada “Sistema de Captação de Rejeito”, armazena 119 mil metros cúbicos, a superfície dela é líquida, como se fosse uma represa. Esta barragem no inventário está com status “auditor não conclui sobre a situação de estabilidade, por falta de dados ou documentos técnicos”.

O Sisema informou que em 2017 foi realizada a licitação para o projeto de descomissionamento das barragens, e que o projeto já foi aprovado e encaminhado à Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (Copasa), que fará a licitação para execução das obras.


Com informações do G1