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Vale soube de problemas em sensores de Brumadinho dois dias antes de tragédia, indicam e-mails

As mensagens identificadas pela Polícia Federal mostram que, dois dias antes do rompimento, a Vale já havia constatado distúrbios nos dados dos sensores

EFE
Uma troca de e-mails entre funcionários da Vale e de empresas ligadas à segurança da barragem de Mina do Feijão em Brumadinho prova que a companhia mineradora já sabia de problemas em sensores da estrutura.


As mensagens identificadas pela Polícia Federal mostram que, dois dias antes do rompimento, a Vale já havia constatado distúrbios nos dados dos sensores responsáveis por monitorar o empreendimento.


O número de mortos na tragédia de Brumadinho já chega a 150. Desses, 134 corpos foram identificados pela Polícia Civil. 182 pessoas permanecem desaparecidas.

As buscas nesta quarta-feira (06) se concentraram nos locais que pertenciam a área administrativa da mineradora, entre eles o estacionamento, a portaria e a locomotiva encontrada.

Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara, os últimos corpos foram encontrados na área do vestiário e do estacionamento. Ele ainda alertou que no momento não há previsão para o término das buscas.

Em coletiva na tarde desta quarta-feira, a Defesa Civil de Minas Gerais anunciou que uma ponte fixa e definitiva será construída na rodovia Alberto Flores. A estrada dava acesso à comunidade de Córrego do Feijão e permanece interditada desde que foi invadida pela lama de rejeitos. A obra que facilitará o trânsito na região será financiada pela Vale.



O presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, esteve em Brumadinho nesta quarta-feira e sobrevoou a região atingida. Ele afirmou, em vídeo divulgado pela empresa, que pretende acelerar as indenizações às vítimas da tragédia por meio de um acordo com as autoridades.

O Ministério de Desenvolvimento Regional lançou nesta quarta-feira o Plano de Desenvolvimento de Ações Estratégicas para Reabilitação de Barragens. O plano apresenta diagnósticos e medidas de recuperação para 139 barragens federais em 14 estados, sendo 15 em Minas Gerais.

O ministro Gustavo Canuto afirmou que o Governo também está revisando a lei que regulamenta a operação desse tipo de estrutura e estudando medidas de alteração na classificação de risco. Ele destacou ainda que é de obrigação do empreendedor garantir o monitoramento dessas barragens.


Informações da repórter Victoria Abel | Jovem Pan