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CPI da Lava Toga é questão de tempo, estratégias de proteção estão se esgotando, diz senador

Para Vieira, dizer que não há ambiente para tramitar a reforma concomitantemente com a CPI é “uma estratégia de esconder figuras poderosas atrás dos respectivos poderes”

Divulgação/Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, arquivou nesta terça-feira (26) um requerimento para a criação da CPI da Lava Toga. A comissão pretendia investigar o “ativismo judicial” em tribunais superiores. Esta é a segunda vez no ano que a criação da CPI não avança.


O autor do requerimento para a criação da CPI, senador Alessandro Vieira (PPS-SE), criticou a decisão do presidente da Casa: “é um equívoco”.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã na Jovem Pan, o senador alertou que a criação da CPI “é questão de tempo”: “as estratégias de proteção e recursos estão se esgotando. Assim como estão se esgotando as ações por parte do Executivo, empresariado e ministros da Corte que tentam pressionar”.



Alessandro Vieira lembrou uma das justificativas para que a comissão parlamentar de inquérito não fosse instaurada: “falsa ideia de que a CPI vai impedir o avanço da reforma da Previdência”. Para ele, dizer que não há ambiente para tramitar a reforma concomitantemente com a CPI é “uma estratégia de esconder figuras poderosas atrás dos respectivos poderes”.

Vale lembrar que, em 1999, já ocorreu uma CPI do Judiciário, sob o mesmo regimento evocado por Davi Alcolumbre para que a CPI da Lava Toga não seja implantada. Ao negar a abertura da CPI, o presidente do Senado disse que estava respeitando a separação dos poderes: “admitir a investigação de decisões judiciais implicaria outorgar ao Legislativo a possibilidade de cercear a livre aplicação das leis pelos magistrados”.

“Prefiro pensar que dou a estatura de algumas figuras públicas [daquele ano para os dias atuais]”, reagiu Vieira.


Por Jovem Pan