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Brasil diz à ONU que militares afastaram ameaça comunista


Em um documento enviado à Organização das Nações Unidas (ONU), o governo do presidente Jair Bolsonaro afirma que “não houve golpe em 1964” e que os “militares agiram para conter a ameaça comunista”.


O texto cita ainda que o Exército agiu no contexto da guerra fria. A íntegra do memorando foi obtida pela BBC News.

O posicionamento foi enviado nesta quarta-feira (3) pelo Itamaraty a Fabian Salvioli, relator especial da ONU sobre Promoção da Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de Não Repetição, em razão de críticas feitas por ele sobre a “tentativa de desvirtuar a história do período de 21 anos”.



Segundo o telegrama do Itamaraty, o “governo defende o direito à liberdade de expressão e de pensamento e saúda o debate público sobre os eventos ocorridos no período 1964-1985 no Brasil”.

“Neste contexto, o presidente Bolsonaro está convencido da importância de colocar em perspectiva a data de 31 de março de 1964”, continua o texto.

“O presidente reafirmou em várias ocasiões que não houve um golpe de Estado, mas um movimento político legítimo que contou com o apoio do Congresso e do Judiciário, bem como a maioria da população. As principais agências de notícias nacionais da época pediram uma intervenção militar para enfrentar a ameaça crescente da agitação comunista no país”, acrescentou o Itamaraty.

Segundo a gestão Jair Bolsonaro, a decisão de instruir as Forças Armadas brasileiras a lembrar a data de 31 de março de 1964 “foi tomada com pleno respeito à lei nacional, incluindo a Constituição Federal”.


Com informações do UOL e Renova Mídia