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Governo Bolsonaro repara mais duas concessões de ferrovias, garante ministro

O governo recorrerá à iniciativa privada para construir ferrovias consideradas estratégicas e, em troca, as empresas terão outros contratos, como concessão de linhas férreas, renovados por 30 anos

Agência Brasil
O leilão do trecho central da Ferrovia Norte-Sul foi considerado um avanço importante do setor no país. As obras de construção foram iniciadas em 1987, mas até agora, apenas 35% da estrada de ferro foi concluída.

Um estudo da Fundação Dom Cabral, aponta que o Brasil tem um vazio ferroviário nas regiões Nordeste, Norte e Centro Oeste. E isto afeta diretamente a economia das fronteiras agrícolas, obrigando o produtor a transportar as cargas pelas rodovias, com custo de frete 40% superior.


Para o coordenador do núcleo de logística da instituição, Paulo Resende, o resultado do leilão do trecho central da Ferrovia Norte-Sul é um avanço para diminuir a dependência do caminhão. De acordo com ele, a Ferrovia Norte-Sul forma um corredor que possibilita a redução de mais de dois mil quilômetros para os mercados da Ásia, Europa e Estados Unidos.

O ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que as concessões de outras duas ferrovias estão sendo preparadas. Seriam elas: a de Integração Oeste-Leste, na Bahia, e da Ferrogrão, em Mato Grosso.

O trecho leiloado na semana passada da Ferrovia Norte-Sul foi arrematado pela empresa Rumo SA, ligada ao grupo Cosan. O lance foi de R$ 2,7 bilhões, o que representou um ágio de mais de 100% em relação ao valor mínimo de outorga.

Informações da repórter Natacha Mazzaro