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Mina de ouro subterrânea entre Novo Progresso e Altamira vai gerar mais de 300 postos de trabalho

Apesar de a referência imediata ser Novo Progresso, é o município de Altamira quem diretamente vai se beneficiar da arrecadação de taxas, impostos e compensação financeira pela lavra do ouro.


Já estão em apreciação por analistas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do projeto de mineração de ouro Coringa, assinado pela multinacional Chapleau Exploração Mineral Ltda. A reportagem teve acesso exclusivo aos relatórios entregues no final do mês passado e analisou o Rima de 47 páginas elaborado pela consultoria Terra Meio Ambiente. A boa notícia é que, se o licenciamento passar, o projeto Coringa vai abrir 348 postos fixos de trabalho na operação e, antes disso, quase 500 empregos temporários durante a etapa de implantação.


Na segunda-feira, a reportagem folheou a ruma de páginas dos documentos que já estão com a Semas e constatou que a mineração vai ocorrer nos limites entre os municípios de Novo Progresso e Altamira, no coração da Amazônia paraense. O projeto Coringa — geologicamente localizado no distrito aurífero do Tapajós — pretende lavrar ouro em minas subterrâneas, com previsão de instalação de planta de beneficiamento com capacidade para processamento de 167.900 toneladas de minério que contenham ouro e, ainda, prata.


A área industrial do empreendimento será composta pela planta de processamento e instalações auxiliares, como escritórios, oficina, subestação de energia, pátio de geradores, tanques de combustível, tanques de armazenamento e distribuição de reagentes.

IMPACTOS AMBIENTAIS

De acordo com análise da Terra Meio Ambiente, durante a instalação do projeto Coringa, estão previstas supressão de vegetação e terraplenagem, visando à implantação do sistema de drenagem e às construções de canteiro de obras e das estruturas fixas para a operação da lavra subterrânea. Essas medidas resultarão em redução significativa da vegetação.

Já na instalação e operação, haverá transporte de equipamentos, insumos e pessoal, bem como abertura de vias internas e utilização de explosivos. Com isso, serão aumentados os fluxos de maquinários e veículos, e haverá intensa geração de ruídos. Esse conjunto de atividades e alterações da paisagem, segundo descreve a consultoria, causará afugentamento de fauna e colocará os animais silvestres em risco de morte por atropelamentos. No tocante a plantas e animais aquáticos, poderá haver perda ou morte devido à possível alteração da qualidade da água nos igarapés, ocasionada por erosão, captação ou descartes de efluentes.


Fonte: Blog Zé Dudu