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'Não queremos que dinheiro público seja usado dessa maneira', diz Bolsonaro após vetar campanha do BB

Presidente comentou a respeito de polêmica sobre a retirada do ar da propaganda do Banco do Brasil sobre diversidade

O presidente Jair Bolsonaro Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS
O presidente Jair Bolsonaro disse, neste sábado, que não quer que o dinheiro público seja usado em campanha publicitárias como a do Banco do Brasil, retirada do ar após intervenção do Palácio do Planalto. A propaganda, que explora o tema da diversidade, era estrelada por atores e atrizes negros e jovens tatuados usando anéis e cabelos compridos. Segundo o presidente, "a massa quer respeito à família".


Questionado sobre a nota divulgada na noite de sexta-feira pela Secretaria de Governo, que admitiu que a interferência da Secretaria da Comunicação na publicidade mercadológica das estatais não respeitou a legislação vigente, Bolsonaro afirmou que ele é quem nomeia o presidente do Banco do Brasil.

— Quem indica e nomeia presidente do BB, não sou eu? Não preciso falar mais nada então. A linha mudou, a massa quer respeito à família, ninguém quer perseguir minoria nenhuma. E nós não queremos que dinheiro público seja usado dessa maneira. Não é a minha linha. Vocês sabem que não é minha linha — disse Bolsonaro.



Ao ser indagado como vai controlar este tipo de conteúdo das propagandas, disse que seus ministros seguem "a regra do jogo" e citou como exemplo o fato de ser favor das armas.

— Olha, por exemplo, meus ministros, eu tinha uma linha, armamento. Eu não sou armamentista? Então ministro meu ou é armamentista ou fica em silêncio. É a regra do jogo — disse.

Após participar de um almoço na residência do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar, Bolsonaro voltou a falar sobre a propaganda do Banco do Brasil. Segundo o presidente, o vídeo contrariava a "agenda conservadora" que ele defende, o que não poderia ser feito com dinheiro público.

— O pessoal sabe que eu tive uma agenda conservadora, defendendo a maioria da população brasileira, os seus comportamentos, a sua tradição judaico-cristã. E nós não queremos impedir nada. Mas quem quiser fazer diferente do que a maioria quer, que não faça com verba pública, só isso — disse o presidente.

Com informações de O Globo