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Pesquisa diz que quase metade dos brasileiros espiona seus parceiros

Programas de espionagem são instalados em dispositivos e permitem o acesso às informações do usuário, como mensagens em redes sociais e fotos


Quase metade (49%) dos brasileiros admite espionar seus parceiros na internet. É o que diz um estudo da Kaspersky Lab de 2018. Aplicações que rodam em segundo plano, os spywares, são instaladas nos dispositivos (celulares e notebooks) das vítimas sem que as mesmas sequer saibam. As funções dos spywares variam, mas o espião — que geralmente é o companheiro ou ex-companheiro — consegue ter acesso às informações do aparelho, mensagens, fotos, conversas em redes sociais, localização e, em casos específicos, gravações de áudio e vídeo e, tempo real. Foram 58.487 aparelhos detectados com a presença desses programas pela empresa.

O desenvolvimento de spywares e sua distribuição não é ilegal, mas o serviço é indesejável para muitos — caso tenham fins maliciosos, passam a ser chamados de ”stalkwares”. Pensando nisso, a produtora de softwares de segurança desenvolveu o “Alerta de Privacidade”. Sua função é justamente notificar o usuário caso suas informações pessoais estejam sendo monitoradas por programas. De acordo com a Kaspersky Lab, “esse alerta de privacidade permite que o usuário decida o que fazer a respeito”.


Os pesquisadores investigaram o panorama dessa prática e publicaram uma análise dos programas desse tipo disponíveis no mercado. Aplicativos domésticos populares e detalhes estão disponíveis no relatório: "Cuidado com o stalkerware". O estudo identificou que, além da invasão de privacidade, alguns desses programas não protegem os dados confidenciais sequestrados.

“Cinco dos dez programas stalkerware analisados tiveram uma violação de dados ou foram considerados vulneráveis a ataques deste tipo. Os analistas descobriram ainda que um fornecedor armazenava arquivos de dados de vítimas em um servidor com vulnerabilidades de segurança críticas, deixando as informações acessíveis a todos”.

A indústria “stalkerware” também é exposta no relatório. Serviços que foram barrados ou desativados seguem sendo comercializados em canais oficiais e oferecem uma espécie de “franquia” para potenciais compradores.

Olhar Digital