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Polícia prende suspeito de participar da morte de seis pessoas em Baião

A Polícia Civil prendeu no sábado (20), mais uma pessoa envolvida na série de assassinatos, que deixou seis vítimas no dia 22 de março na zona rural de Baião, nordeste do Pará. O crime aconteceu dia 22 de março.


Juciel Santos Pinheiro, conhecido por “Inheco”, é apontado como a pessoa que dava apoio aos irmãos Glaucimar Francisco Alves (Pirata), Marlon Alves e Alan Alves.

O Inheco morava em uma ilha na localidade conhecida como Timbosal, no Lago da Usinha Hidrelétrica de Tucuruí, em Novo Repartimento.


Ele era responsável por avisar Glaucimar e Marlon sobre a aproximação da Polícia e escondia em sua casa alguns objetos roubados pelos irmãos.

A Polícia Civil prendeu Juciel enquanto ele tentava fugir em uma rabeta pelo Lago. Na casa do acusado, a Polícia Civil apreendeu três espingardas de calibres 20 e 36, além de material objeto de crime praticado pelos outros dois suspeitos.


Esse é o quarto suspeito do caso que é preso. Já estão presos o mandante dos crimes, o fazendeiro Fernando Ferreira Rosa Filho; o intermediário Valdenir Farias Lima; um dos executores, Cosme Francisco Alves, e agora a pessoa que dava apoio aos três executores, que seguem foragidos, os irmãos Alan, Glaucimar e Marlon Alves.

Assassinatos

Segundo o depoimento de Valdenir, o grupo primeiro matou três vítimas, identificadas como Marlete da Silva Oliveira, Raimundo de Jesus Ferreira e Venilson da Silva Santos. Os três eram funcionários da fazenda de propriedade de Fernando. Os corpos foram carbonizados.



As demais vítimas foram mortas na casa da liderança rural Dilma da Silva, localizada no assentamento Salvador Allende, em Baião. Ela foi executada a facadas, junto com o companheiro Claudionor Amaro Costa da Silva e Milton Lopes, um amigo do casal.

Segundo a Polícia, depois de matar as vítimas, um dos criminosos roubou uma caixa de som e o celular de Dilma. O assentamento fica localizado a 14 quilômetros da fazenda de Fernando, segundo a Polícia.


Uma força-tarefa foi criada para investigar o caso, comandada pelo delegado-geral de Polícia Civil Alberto Teixeira.

Motivações dos crimes


A Polícia coletou provas que comprovaram que “Fernandinho” é responsável pela contratação irregular de funcionários para a fazenda onde três pessoas foram mortas.



De acordo com a polícia, Fernando mandou matar Dilma, o esposo e conhecido para ocupar uma parte das terras onde eles viviam e mandou assassinar os próprios funcionários da fazenda para evitar uma ação na Justiça do Trabalho.

Pista de pouso clandestina


As investigações ainda apontam que ele teria construído uma pista de pouso de aviões clandestina, motivo pelo qual não queria ser incomodado pelos vizinhos ligados a movimentos sociais, nem funcionários. A pista seria usada para pouso de aeronaves de traficantes de drogas na região, segundo a Polícia.

(Com informações G1)