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Chefe do tráfico conhecido como Mata Rindo é morto em confronto com policiais

Gabriel dos Santos Soares comandava a venda de drogas em três comunidades de Niterói

Mata Rindo comandava o tráfico de drogas de comunidades em Niterói - Arquivo Pessoal
O traficante Gabriel dos Santos Soares, conhecido como Mata Rindo, de 22 anos, morreu em confronto com policiais civis, na noite desta segunda-feira. Ele era chefe do tráfico de drogas das comunidades Preventório, Lazareto e Peixe Galo, todas localizadas em Charitas, Niterói, na Região Metropolitana do estado do Rio de Janeiro.


De acordo com o delegado Marcos Peralta, titular da 79ª DP (Jurujuba), Mata Rindo foi baleado por volta das 20h durante um confronto com agentes da delegacia. Ele chegou a ser socorrido no Hospital Estadual Azevedo Lima e morreu no centro cirúrgico da unidade.

"Com base em informações reservadas do nosso setor de inteligência, nossos policiais abordaram o traficante e um comparsa. Eles estavam de moto e atiraram contra os agentes. Mata Rindo foi baleado e o outro criminoso conseguiu fugir", conta o delegado.

Gabriel dos Santos Soares, o Mata Rindo - Divulgação / Polícia Civil
Mata Rindo, que era da facção Comando Vermelho (CV), era procurado por pelo menos três crimes, com mandados de prisão em aberto: tortura, corrupção de menores e furto qualificado, todos investigados pela 79ª DP. O Disque Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 2 mil para quem desse informações que levassem à sua captura.

De acordo com as investigações, Mata Rindo é braço-direito do chefão do CV na região que atuava, Leonardo Caldas de Araujo, o Leo Traça, que está preso desde 2015. Leo Traça estaria comandando as vendas de drogas de dentro do presídio através de videoconferência e teria ordenado o espancamento de um morador, porque este o teria chamado de "corno".

Recompensa pela prisão do traficante era de R$ 2 mil - Divulgação / Disque Denúncia
Traficantes liderados por Mata Rindo, agem intimidando, extorquindo e até expulsando moradores das localidades onde atuam. Até um policial militar foi expulso de sua casa com a família, somente com as roupas do corpo, na comunidade do Peixe Galo.

Além disso, empresas de Internet e vendas de gás tiveram seus serviços cortados. Tudo com aval de Mata Rindo.

Fonte: Jornal O Dia