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Susipe inicia coleta de material genético de presos no Pará para integrar banco nacional


A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) iniciou nesta terça-feira, 30, a primeira etapa da coleta de material genético de presos do Centro de Recuperação Penitenciário Pará II (CRPP II), localizado no Complexo Penitenciário de Santa Izabel. A coleta visa à formação de um banco nacional de dados, que ajudará a desvendar crimes cometidos por condenados de Justiça em todo o país.


Cerca de 70 detentos do CRPP II já passaram pela coleta de material biológico. A meta é coletar 1.050 amostras no primeiro semestre de 2019. A Susipe coletou 570 amostras genéticas, mas a prioridade é atender as unidades com maior número de sentenciados.


A equipe da Susipe fica responsável em providenciar, junto às unidades prisionais, toda a documentação necessária para que o interno possa fazer a coleta, que é de caráter obrigatório. Caso algum preso se negue a fazer a coleta, ele assina um termo que é encaminhado ao Judiciário, para a vara penal em que responde ao processo.

A ação é realizada por meio de uma solicitação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em cumprimento à Lei 12.654, de 2012, que torna obrigatória a coleta de material biológico de condenados de Justiça por crimes hediondos ou de violência sexual, para a formação de um banco de dados nacional arquivado e acessado pela Polícia Federal de Brasília (DF), com o objetivo de cruzar informações e auxiliar investigações de crimes cometidos em todo o território nacional.

Desde 2018, os materiais biológicos dos presos são coletados por uma equipe de 25 enfermeiros e técnicos de enfermagem da Susipe, treinados por peritos do CPC Renato Chaves para dar celeridade à solicitação da Senasp.


Com informações da Agência Pará.