Notícias de Última Hora

Acusado de matar colega mototaxista em Altamira pode ser solto

Um pai que se emociona ao falar do filho assassinado em setembro de 2018, no bairro Santa Ana. Júlio Cezar Alves De Souza, de 32 anos, foi morto com golpes de facão. Um crime brutal que deixou marcas na família da vítima.


Júlio Cezar foi decapitado. O principal acusado morava em frente ao quarto dele em uma vila. O motivo da confusão seria por ciúmes. Antônio Teixeira Vieira Correa Júnior natural de Porto Velho, que estava na cidade há pouco tempo, é o principal acusado pelo crime, ele teria imaginado que a vítima e a esposa poderiam ter um caso.

Tanto Júlio Cezar Como Antônio Teixeira eram mototaxistas. Na época do crime, a categoria se revoltou e saiu às ruas pedindo justiça e celeridade nas investigações, já que após cometer o homicídio, Antônio fugiu. Mas em menos de 24 horas, após uma denúncia anônima, a polícia conseguiu encontrar o suspeito, no Ruc Jatobá. Segundo os policiais, o homem estava tranquilo e assistindo TV. Na delegacia, ele não quis responder os questionamentos da imprensa.



Noves meses após a prisão, a família vive um dilema pela falta de uma testemunha. O pai de Julio Cezar teme que Antônio possa conseguir liberdade.


A audiência foi marcada para a manhã desta terça-feira (11) no fórum de Altamira. Seu João, que é funcionário público, diz que vai continuar pedindo justiça para evitar que Antônio saia do presídio. Segundo o vigilante, outros casos que ganharam destaque na imprensa mostram que existem brechas nos processos.

Em maio de 2018, por exemplo, a justiça concedeu alvará de soltura para Luiz Fernando Falcão Oliveira, assassino confesso de Luciano dos Santos, o Lu Brasil. A razão não foi divulgada, já que o processo tramita sob segredo. O acusado tinha passagem pela polícia pelos crimes de tráfico de drogas e roubo e agora responde por homicídio fora das grades.

Já em junho do mesmo ano, os acusados pelo triplo homicídio da família Buchinger, crime registrado em janeiro de 2016, também conseguiram liberdade após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Nenhum ainda foi condenado. No caso do mototaxista, seu João espera que o desfecho seja outro.


Por Raiany Brito | Confirma Notícia