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Bolsonaro participa hoje da festa dos 108 anos da Assembleia de Deus no Brasil

Presidente tem prestigiado os maiores eventos do segmento evangélico do país

Presidente Jair Bolsonaro com o pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus em Belém. Foto: Reprodução
Nesta quinta-feira, 13, a Igreja Assembleia de Deus em Belém inicia as celebrações pelos 108 anos de fundação da denominação Assembleia de Deus no Brasil. O pastor Samuel Câmara, presidente da CADB (Convenção da Assembleia de Deus no Brasil), e líder da igreja-mãe em Belém do Pará, aguarda, conforme anunciado dias atrás, a presença do presidente Jair Bolsonaro na festa de abertura do evento.


A celebração dos 108 anos da AD no Brasil vai até o dia 15 do mês de junho e será realizada principalmente no Centenário Centro de Convenções, avenida Augusto Montenegro, além de outras programações em locais diversos.


Nas redes sociais, o pastor Samuel Câmara tem falado destacado momentos importantes sobre o início da AD no Brasil. “Glória a Deus! Há 108 anos, no Brasil, começou o maior movimento pentecostal da atualidade, um dos mais importantes movimentos da história da fé cristã. Glória a Deus! Pois começou no meio dos crentes em Jesus, os quais começaram a indagar sobre o poder do Espírito Santo e acerca dos dons espirituais citados nas Escrituras: Essas promessas registradas na Bíblia são para nós hoje?E quando Deus respondeu a essa indagação sincera de corações sedentos com o derramamento do Espírito Santo, o fez do mesmo modo que no princípio da Igreja de Jesus Cristo, em Jerusalém. Foi assim que se formou a Assembleia de Deus, em Belém do Pará.

108 anos da Assembleia de Deus no Brasil

A origem das Assembleias de Deus no Brasil está no fogo do reavivamento que varreu o mundo por volta de 1900, início do Século XX, especialmente na América do Norte. Os participantes desse reavivamento foram cheios do Espírito Santo da mesma forma que os discípulos e os seguidores de Jesus durante a Festa Judaica do Pentecostes, no início da Igreja Primitiva, conforme está escrito em Atos 2. Assim, eles foram chamados de “pentecostais”.


Exatamente como os crentes que estavam no Cenáculo, os precursores do reavivamento do Século XX falaram em outras línguas que não as suas originais quando receberam o batismo no Espírito Santo. Outras manifestações sobrenaturais tais como profecia, interpretação de línguas, conversões e curas também aconteceram.

Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. As igrejas existentes na época – Batista de Belém do Pará, Presbiteriana, Anglicana e Metodista – ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos missionários, principalmente por causa de alguns irmãos que se mostravam abertos ao ensino pentecostal. A irmã Celina de Albuquerque, na madrugada do dia 18 de junho de 1911, foi a primeira crente a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a ocorrer também com outros irmãos.


O clima ficou tenso naquela comunidade, pois um número cada vez maior de membros curiosos visitava a residência de Berg e Vingren, onde realizavam reuniões de oração. Resultado: eles e mais dezenove irmãos acabaram sendo desligados da Igreja Batista. Convictos e resolvidos a se organizar, fundaram a Missão de Fé Apostólica em 18 de junho de 1911, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembleia de Deus.