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FHC minimiza relevância do vazamento de mensagens hackeadas


“O vazamento de mensagens entre juiz e promotor da Lava-Jato mais parece tempestade em copo d’água”, afirmou FHC.


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso minimizou a relevância das supostas conversas do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, com a força-tarefa da Lava Jato, vazadas pelo site The Intercept neste domingo (9).

Na opinião do tucano, o episódio não compromete as condenações proferidas pela Lava Jato:

“O vazamento de mensagens entre juiz e promotor da Lava-Jato mais parece tempestade em copo d’água. A menos que haja novos vazamentos mais comprometedores. Não alteram, na substância, como escreveu Celso Rocha Barros, os motivos para a condenação, apesar de revelarem comentários impróprios, dados os participantes.”



A declaração de FHC foi feita ao blog de Tales Faria, no site UOL, nesta segunda-feira (10). O jornalista leu o artigo de Celso Rocha Barros citado por FHC e que foi publicado hoje pela Folha de S.Paulo.

O ex-presidente completou:

“Se formos incriminar ou julgar os atores da política nacional — e da Justiça— pelas impropriedades que dizem, o que será de nossa democracia? E olha que nem sempre se expressam em conversas privadas…”

O sociólogo conclui:

“É uma hora difícil para pedir nuance e equilíbrio, mas vamos lá: a Lava Jato não foi desmoralizada, ninguém foi inocentado. Mas há bons motivos para suspeitar que não houve equidistância no entusiasmo com que os dois lados da disputa política foram tratados. O ministro Sergio Moro parece ter cruzado linhas importantes no julgamento de Lula.

Fonte: Renova Mídia