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Trump diz que Irã ‘cometeu grande erro’ ao derrubar drone americano

O presidente condenou a investida iraniana contra um aparelho de vigilância militar norte-americano; tensão aumenta entre países

O presidente americano Donald Trump (Drew Angerer/Getty Images)
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump condenou a investida do Irã feita contra um drone de vigilância militar norte-americana. Nesta quinta-feira, 20, as forças iranianas derrubaram o aparelho que estava voando no espaço aéreo do Oriente Médio. “O Irã cometeu um grande erro!”, escreveu Trump em sua conta oficial do Twitter.


De acordo com um comunicado dos Guardiões da Revolução, um exército ideológico iraniano, o drone — um modelo Global Hawk da fabricante Northrop Grumman — foi derrubado às 4h05 locais no sul do Irã. O texto diz que o aparelho foi atingido por um míssil da força aeroespacial dos Guardiões sobre o Mar de Omã “após violar o espaço aéreo iraniano”.

“A violação das fronteiras iranianas é a linha vermelha que não deve ser ultrapassada”, alertou o general de divisão Hosein Salami, comandante em chefe dos Guardiões. “Nossa reação é e será categórica e absoluta”, enfatizou.



Washington confirmou a derrubada do drone, mas negou que tenha violado o espaço aéreo iraniano. “Trata-se de um ataque injustificado a um aparelho de vigilância americano no espaço aéreo internacional”, denunciou Bill Urban, porta-voz da Marinha americana no Pentágono.

O Irã negou envolvimento no ataque e insinuou que poderia se tratar de uma armação dos Estados Unidos para justificar o uso da força contra o seu país. A tensão entre os dois países aumentou ainda mais após o ocorrido.

A situação se agravou quando Trump decidiu, em maio de 2018, retirar os Estados Unidos do acordo nuclear assinado com o Irã em 2015 e restabelecer duras sanções contra Teerã, privando-a dos benefícios econômicos esperados deste pacto internacional.

O clima de crise entre os países ficou mais intenso com os ataques de origem desconhecida contra dois navios petroleiros no Mar de Omã, semelhantes aos atos de sabotagem que destruíram, um mês antes, outras quatro embarcações na entrada do Golfo, pelos quais Washington também responsabilizou o Irã.


(Com AFP e Reuters)