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Alcolumbre instala CPI para investigar ‘fake news’ e perfis falsos em redes sociais

Além disso, também serão apuradas a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições de 2018

Pedro França/Agência Senado
Foi instalada, nesta quarta-feira (3), uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as “fake news”. A CPMI foi criada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e irá investigar os ataques cibernéticos que “atentam contra a democracia e o debate público”.


Além disso, também serão apuradas a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições de 2018, a prática de cyberbullying sobre os usuários “mais vulneráveis da rede de computadores, bem como sobre agentes públicos”, e o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

Segundo Alcolumbre, a comissão será composta por 15 senadores e 15 deputados federais, que terão o prazo de 180 dias para investigar os pontos citados na CPMI. O presidente do Senado também solicitou que as lideranças das duas Casas indiquem os nomes dos membros dos partidos e blocos para integrarem a comissão. O requerimento foi apresentado pelo deputado federal Alexandre Leite (DEM-SP).

Na arena política, o que se pretende com a CPI das chamadas “fake news” é blindar congressistas que são alvos de ataques na internet e identificar responsáveis por essas críticas.


Entre os alvos potenciais, estão apoiadores de Jair Bolsonaro e parlamentares aliados que fazem transmissões ao vivo nas redes sociais durante as votações do Congresso, grupo conhecido como “bancada da live”.

Logo após a abertura da CPMI por Alcolumbre, da tribuna, o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) elogiou a iniciativa. “Cumprimentar os parlamentares que apoiaram com suas assinaturas a constituição desta CPMI para investigar os crimes cibernéticos, as fake news, a relação destas fake news com processos eleitorais, os mecanismos de destruição de imagem de pessoas que se tornam totalmente vulneráveis”, disse o petista.

Com informações do Estadão Conteúdo