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Bilhete aéreo vai ficar mais barato, afirma ministro

Tarcísio de Freitas diz que preço vai cair a partir de setembro com entrada das low cost

Antes de trabalhar com Bolsonaro, Tarcísio passou por governos Dilma e Temer Foto: ADRIANO MACHADO/REUTERS
A entrada de companhias aéreas estrangeiras de baixo custo (low cost) no mercado brasileiro deve reduzir o preço das passagens a partir de setembro. A previsão é do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, para quem a maior oferta de voos “naturalmente terá efeito” sobre o preço dos bilhetes.


Esse movimento, disse ele, deve ser percebido a partir de setembro e se soma à chegada de novas aeronaves para empresas que já atuam no País, como Latam e Gol.


O ministro disse que entre três e quatro empresas low cost estão em conversas com o governo. “Temos empresas se estabelecendo no Brasil, com autorização na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), mas até serem operacionais há um caminho que deve levar entre seis e oito meses.”

Dona da Air Europa, a espanhola Globalia deve começar a voar no País no segundo semestre de 2020. Sobre as outras empresas low cost, ele disse que a perspectiva é de que, inicialmente, operem voos internacionais para depois entrarem também em rotas domésticas.


Já pediram registro para atuar no Brasil a argentina Flybondi, a chilena Skyline e a norueguesa Norwegian.

Avianca


Freitas minimizou a recuperação judicial da Avianca. Para ele, com liberdade de preços e rotas, empresas quebram em todo o mundo, mas são substituídas por outras. Segundo ele, a distribuição de slots (horários de pousos e decolagens) da Avianca está sendo tratada pela Anac, que quer rever as regras em vigor para favorecer a competição e a entrada de novas companhias em aeroportos disputados como Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.



Com a abertura do mercado para aéreas internacionais, o ministro disse que um dos obstáculos para a atuação das empresas aéreas low cost foi vencido. Para Freitas, porém, ainda é preciso adotar medidas para desregulamentar o setor e políticas que resultem na redução do preço do querosene, um dos maiores custos das aéreas.

Freitas afirmou que a redução do ICMS sobre o combustível, adotada por governos estaduais, estimula o abastecimento nos locais e pode vir com contrapartidas, como disponibilidade de mais voos e possibilidade de stop over – abrir a passagem para uma parada de alguns dias na cidade de conexão, sem custo adicional. Reiterou que o governo pretende conceder os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont na última rodada de concessões, em 2022.

Segundo ele, é uma sinalização para que investidores estrangeiros se posicionem no Brasil. “Deixamos o filé para a última rodada.”

Por Anne Warth, O Estado de S.Paulo