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Bolsonaro nega fala sobre o Nordeste e ataca general que o criticou: ‘melancia’

O presidente também disse que fará muito pela região "apenas da mídia e alguns governadores"

Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a dizer, neste domingo (21), que não ofendeu o povo nordestino quando chamou, em um áudio captado sem querer por microfones, a região de “paraíba”. Em sua conta no Twitter, ele afirmou que não se referiu à população, mas sim aos governadores do Nordeste.


“Daqueles GOVERNADORES… o pior é o do Maranhão’. Foi o que falei reservadamente para um ministro. NENHUMA crítica ao povo nordestino, meus irmãos”, escreveu o presidente. Na sexta-feira (19), ele disse ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sem saber que estava sendo gravado, que “daqueles governadores de ‘paraíba‘, o pior é o do Maranhão [Flávio Dino, do PCdoB]. Não tem que ter nada para esse cara”.

Ele aproveitou a mensagem para criticar o general Luiz Rocha Paiva, integrante da Comissão de Anistia do governo federal, que chamou o comentário de Bolsonaro de “antipatriótico” e “incoerente”. O presidente disse que o militar é um “melancia”, termo pejorativo que diz que ele seria “verde” por fora e “vermelho” (uma alusão à pessoas de esquerda) por dentro.



“Mas o melhor de tudo foi ver um único general, Luiz Rocha Paiva, se aliar ao PCdoB de Flávio Dino, para me chamar de antipatriótico. Sem querer descobrimos um melancia, defensor da Guerrilha do Araguaia, em pleno século XXI”, ironizou Bolsonaro.


Ainda no mesmo assunto, em outra publicação na rede social, o presidente mencionou que, em dois anos, o porto de Itaqui, no Maranhão, estará ligado, por ferrovia, ao porto de Santos, e aproveitou para dizer que fará muito pelo Nordeste em seu mandato “apesar da mídia e alguns governadores”.

Com Agência Estado