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Bolsonaro: Novo PGR deve trabalhar sem ‘estrelismos, radicalismos e sem atrapalhar minorias’

Presidente não descarta a possibilidade de Dodge continuar no cargo

Carolina Antunes/PR
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a falar, nesta quinta-feira (8), o futuro Procurador-Geral da República (PGR), que deve ser escolhido até a próxima segunda-feira (12). De acordo com ele, a pessoa que ocupar o cargo deverá trabalhar “sem estrelismos” ou “radicalismos”.

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“Esperamos ter um procurador que trate a questão ambiental, por exemplo, sem radicalismo. O Brasil está há seis anos tentando fazer o linhão [de energia] Manuas – Boa Vista [e não consegue], em grande parte pelo problema ambiental”, declarou o presidente, acrescentando mais um requisito: “Não quero alguém que traga para si os holofotes. Em todos os meios têm gente que trabalha com estrelismo.”

Bolsonaro disse, ainda, que o novo PGR não poderá “atrapalhar as minorias”.” Que não atrapalhe a questão de minorias. Acabaram de ver índios aqui querendo progredir, ser como nós somos. Mas, como estão enquadrados nas minorias, o MP, sei que tem suas câmaras, muita independência. A gente conta que o futuro chefe do MP trabalhe nesse sentido, junto aos seus pares, para evitar essa forma xiita de tratar as minorias”, afirmou.



A atual Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, fica até o dia 17 de setembro no cargo. Na quarta-feira (7), Bolsonaro disse cogitar que ela continue no posto, além de citar o nome do subprocurador Augusto Aras. Na data, ele disse que “todo mundo” está em seu radar.

Apesar disso, nem Dodge nem Aras estão na lista tríplice enviada pelo Ministério Público Federal (MPF), de onde normalmente os presidentes escolhem os novos procuradores. Desta vez, o MPF indicou os nomes do subprocurador Mário Bonsaglia, a subprocuradora Luiza Frischeisen e o procurador regional Blal Dalloul.

Com informações da Agência Brasil