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Bolsonaro diz que nova carteirinha estudantil vai evitar ‘promoção do socialismo nas universidades’

Em evento de lançamento da ID Estudantil, Jair Bolsonaro comemorou o fato de que dinheiro das carteirinhas não vai mais para associações de estudantes

Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (6) a ID Estudantil, a nova carteirinha para estudantes. No evento de apresentação, em Brasília, Bolsonaro disse que a medida vai “ajudar a evitarmos que certas pessoas promovam o socialismo nas universidades”.

“Essa medida de hoje, apesar de ser uma bomba, vamos dizer assim, é muito bem vinda, vem do coração. Vai ajudar a evitarmos que certas pessoas promovam o socialismo nas universidades. Socialismo esse que não deu certo em lugar nenhum no mundo, nós devemos nos afastar deles”, disse o presidente.

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A ID Estudantil será gratuita e digital, podendo ser utilizada através de aplicativos para smartphones, e emitida pelo Ministério da Educação. Atualmente, o documento é feito pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG). O custo é de R$ 35 por ano.

Bolsonaro afirmou que a intenção do governo com a medida é aumentar a liberdade estudantil e disse que o custo para a emissão da carteirinha fazia falta no orçamento de muitos estudantes.


Ele ainda comemorou o fato de que o dinheiro das carteirinhas não irá mais para as associações estudantis. “É um dinheiro que deixa de sair do bolso de quem trabalha para ir para o bolso de quem não trabalha”, afirmou, estimando que 20 milhões de pessoas tenham o documento.

“Vamos poupar trabalho de uma minoria que representa os estudantes. Eles não vão ter que trabalhar mais”, ironizou o presidente. “Não teremos mais uma minoria para impor certas coisas em troca de uma carteirinha.”


Jair Bolsonaro também criticou os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. “É simples a carteira digital, faltava alguém com vontade e capacidade. Os que nos antecederam não tinham vontade nem capacidade”, disse sobre os petistas.

Ele ainda fez críticas a Fernando Haddad, candidato do PT derrotado no segundo turno da eleição presidencial do ano passado. “Tivemos uma pessoa que foi para o segundo turno e ocupou o Ministério [da Educação]. O que ele fez lá?”, questionou. “Criou castas, divisões, criou cotas”, continuou.


Amazônia

Ainda no evento, Jair Bolsonaro revelou que fez uma conferência por vídeo com presidentes de países da Amazônia nesta sexta.

Ele disse que os presidentes concordaram em muitas coisas, mas um deles, que Bolsonaro não quis revelar o nome, estava desconfortável. “Um parecia que não estava integrado a nós”, afirmou, referindo-se ao presidente da Bolívia, Evo Morales.

“Ele disse que o capitalismo estava destruindo a Amazônia, como se no país deles não tivesse ocorrido as maiores queimadas, muito maior do que na Amazônia agora”, continuou.

Bolsonaro também disse que o presidente boliviano sentiu falta do ditador venezuelano Nicolás Maduro, vetado pelo brasileiro. “Esse presidente estava saudando o socialismo e disse que faltava um presidente, que eu vetei. Estava maduro demais”, ironizou.

Fonte: Jovem Pan