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#ShowDoPalocci fica entre os assuntos mais comentados do dia

Internautas cobravam via hashtag a inconveniência da mídia na cobertura das denúncias bombásticas feitas pelo ex-ministro dos governos do PT em sua delação para Polícia Federal


Há mais de três semanas uma nova delação premiada do ex-ministro e homem de confiança da cúpula petista, Antônio Palocci, está deixando muita gente de cabelo em pé. A hashtag #ShowDoPalocci liderou os “trends topics” no Twitter.

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Entre os políticos estão os ex-presidentes Lula e Dilma, deputada Gleisi Hoffman, ex-Senador Lindbergh Farias, ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, ex-Governador do Acre, Tião Viana. No setor empresarial estão alguns como uma afiliada da Rede Globo, Grupo Casino, Banco Safra, construtoras Camargo Corrêa, Odebrecht e OAS.

Entre as citações estão recebimentos de R$ 3,5 milhões para campanha de Lula em 2002, via Caixa 2 pelo ditador libanês Muammar Gaddafi. Caso seja comprovado, a denúncia pode levar a cassação do registro do Partido dos Trabalhadores. De acordo com Código Eleitoral, é proibido o recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros.

Palocci também revela que a legenda recebeu cerca de R$ 50 milhões da Camargo Corrêa em forma de doação eleitoral para fazer lobby e anular a ‘Operação Castelo de Areia’, realizada em 2009 que envolvia a própria construtora, no Superior Tribunal de Justiça, fato que aconteceria mais tarde. Em 2011, STJ declarou a Operação como ilegal e anulou todas as provas.


Empresas como a Ambev não escaparam dos acordos e recebimentos obscuros da gestão petista, segundo o ex-ministro, ele, Lula e Dilma receberam dinheiro da empresa em troca de obstar a majoração tributária (PIS/Cofins) sobre bebidas alcoólicas.

Em reportagem baseada nas informações da delação de Palocci, o ‘Jornal da Record’ apontou que a afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, RBS, teria pago propina aos conselheiros do CARF para cancelar a multa milionária recebida da Receita Federal. Motivo da multa foi em consequência da fusão da RBS e a ‘Telefônica’ em 1999 que visava apenas a sonegação de impostos.