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Ameaça de ataque a Brasília explica envio das Forças Armadas à Papuda

Ataques facilitariam uma eventual tentativa de resgatar chefões presos

Ônibus incendiado pelos bandidos do PCC em São Paulo: agora seria a vez de Brasília
A prisão, pela Polícia Civil do Distrito Federal, de um bandido identificado como líder da organização criminosa “PCC”, pode ter deflagrado o processo que resultou no envio de militares das Forças Armadas para fazer a segurança externa do presídio federal da Papuda.

Em poder do criminoso, policiais civis do DF apreenderam um bilhete enviado da Papuda tratando de iminente ataque a Brasília, por meio de incêndio de ônibus e destruição de prédios públicos. Alexandro Dionato dos Santos, 25, o bandido preso esta semana, era procurado pela Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado desde março do ano passado.



Nesta sexta-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto autorizando o emprego das Forças Armadas na segurança externa do presídio federal da Papuda até o dia 6 de maio, no âmbito da Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

O governo federal não explicou ao governo do DF as razões do decreto, mas o fato é que já pelas 10h da manhã, horas depois da publicação do decreto, houve intenso deslocamento de tropas federais para a Papuda, indicando ataque iminente dos bandidos.

Ataque em SP mataram 567

A facção criminosa chefiada por Marcelo, que o próprio Moro classifica como a mais poderosa do Brasil, promoveu no ano de 2006 rebeliões em presídios e ataques nas ruas que provocaram um total de 567 mortes.



Segundo a Polícia Civil, o bandido preso tinha a função de auxiliar e organizar crimes e mantinha contato com integrantes do “PCC” no DF, atraídos pela presença do líder principal, Marcos Camacho (“Marcola”), transferido para a Papuda por ordem do ministro Sérgio Moro (Justiça).

Policiais confirmaram ter sido encontrado com o criminoso um bilhete enviado de dentro do presídio indicando ataque iminente ao Distrito Federal, como já aconteceu antes no Ceará e São Paulo.

Fonte: Diário do Poder