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Esquerda forma alianças para “derrotar a direita” em 2020

Resolução aprovada pelo diretório nacional do PT visa a formação de alianças até com o Centrão


Era de se esperar que a esquerda – em especial o Partido dos Trabalhadores – não fosse insistir na estratégia burra de hegemonia que a conduziu a uma derrota histórica nas urnas, em 2018. Para 2020, os partidos de esquerda não pretendem mais lutar por espaço entre eles, mas sim formar alianças para derrubar o que eles chamam de “ultraneoliberalismo” – ao menos a estratégia de criar termos ridículos eles não abandonaram.

Durante reunião do Diretório Nacional do PT, nesta sexta-feira (07), foi aprovada uma Resolução que permite alianças da legenda com outros partidos de esquerda, como o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), a REDE/Sustentabilidade, o Partido da Causa Operária (PCO) e a Unidade Popular (UP).



Em sua conta oficial no twitter, a deputada federal Maria do Rosário (PT/RS), deixou claro o objetivo da nova estratégia da sigla, que é formar alianças com quem for oposição ao Governo Bolsonaro e à “destruição ultraneoliberal do Brasil”. Segundo a parlamentar, o objetivo para 2020 “é derrotar a direita”.

Para isso, o Partido dos Trabalhadores não cogita formar alianças apenas com os partidos de esquerda, mais ideologicamente alinhados com o socialismo e o desrespeito à liberdades individuais. A nova Resolução permite a formação de “alianças táticas e pontuais” até com partidos do chamado Centrão. Por ora, nota recente do PT descarta a possibilidade de que o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Democratas (DEM) estejam na lista de opções.


As únicas restrições impostas às alianças com o Centrão são: autorização do diretório estadual; e necessidade de que os candidatos com quem o partido pretende formar alianças táticas e pontuais demonstre ter um compromisso expresso de oposição ao presidente da República, Jair Bolsonaro, além de não hostilizar o PT e quadros importantes como os ex-presidentes que afundaram o País, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

“Na prática, houve, sim, uma abertura. Há um governo eleito que julgamos prejudicial ao Brasil e, quanto mais gente fizer oposição, melhor“, disse um cacique petista, que acompanhou a reunião da executiva nacional. Dessa forma, o PT busca se organizar para 2020, tentando reconquistar o espaço que os escândalos de corrupção e o desrespeito à direitos individuais o fizeram perder em 2018.


Essa manobra já tem sido observada, em especial com relação à capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, onde a ex-candidata a vice-presidência da República, Manuela D’Ávila, busca compor uma chapa para disputar as eleições para a Prefeitura. Aparentemente, dessa vez a comunista que “lutou como uma garota” sendo o “poste do poste” tem chances de disputar como nome principal de uma chapa composta por PCdoB, PSOL e PT.

Por Camila Greff