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Presidente da Fiesp pode deixar MDB e se filiar ao Aliança pelo Brasil

Em encontro com Bolsonaro, Paulo Skaf confirmou alinhamento com o governo federal. Empresário fez oposição a Dilma Rousseff

Presidente da República, Jair Bolsonaro acompanhado do Presidente da FIESP Paulo Skaf
Foto: Carolina Antunes/PR
O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo ( Fiesp ), Paulo Skaf , se reuniu com o Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (3) e confirmou seu alinhamento com o governo federal. "Essa casa está apoiando o governo Jair Bolsonaro. Vamos estar juntos para derrubar todos os obstáculos. Estamos apoiando seu governo não por razão política e partidária, mas por enxergarmos com clareza que o rumo está certo", disse Skaf.

O encontro entre os dois ocorreu na ocasião do lançamento da pedra fundamental do Colégio Militar de São Paulo , o primeiro do Estado, que será construído em um terreno ao lado do Campo de Marte, na zona norte da capital paulista. O projeto arquitetônico da escola foi doado pela Fiesp.

Em resposta a Skaf, Bolsonaro disse que o presidente da Fiesp "conseguiu emprego" no governo e ironizou a ex-presidente Dilma Rousseff . "Tínhamos uma presidente que era economista, acabou não dando certo."


Durante o período em que a petista estava no cargo, Skaf foi um dos principais críticos do governo e ficou conhecido por fazer forte oposição à ex-presidente. Desde que Bolsonaro assumiu, ele não levantou nenhuma bandeira que pudesse incomodar o Planalto e ainda existe a possibilidade de ele se filiar ao Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro tenta criar.

Desde a posse de Bolsonaro em janeiro, a Fiesp tornou-se uma espécie de base avançada do governo federal em São Paulo. Em 2019, segundo levantamento do jornal O Estado de São Paulo , dez ministros e 14 secretários estiveram 40 vezes na Fiesp.

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