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Witzel alerta: com crise do coronavírus, salário de servidores não está garantido após maio

Governador chamou atenção para a necessidade de um plano de socorro aos estados; relatório do Plano Mansueto pode conter medidas que ajudem os governos nesse período

Governador Wilson Witzel citou situação preocupante de todos os estados, em especial daqueles em crise, como Rio, Minas e Goiás - Ricardo Cassiano/Agencia O Dia
O governador Wilson Witzel fez um alerta, nesta terça-feira, sobre a situação do funcionalismo estadual em meio à crise provocada pela pandemia do coronavírus. Witzel declarou que, antes desse cenário, o pagamento de servidores estava garantido até o final do ano, mas, agora, não pode dar essa certeza após o mês de maio.


"O salário dos servidores estava garantido até o final do ano. Agora, com essa crise do coronavírus não está garantido nem o do Rio de Janeiro, nem dos outros estados. Vai ser deficiente a arrecadação e, certamente, (vai afetar) Minas Gerais, que já não tem mais como pagar a sua folha, Santa Catarina, Goiás, que estão no limite também, que não têm condições de pagar. Então, é uma questão nacional", declarou o governador em entrevista à Record TV.

"Evidente que na medida do possível vamos pagar o salário dos servidores. Até o presente momento, está garantido o mês de março, de abril, maio... A minha preocupação é que essa situação seja agravada do meio do ano para frente", acrescentou. 

Witzel também aproveitou para fazer um apelo à União para evitar a quebra dos estados: "Nós temos que tomar uma decisão de como fazer para socorrer a economia, porque essa situação pode se agravar e talvez não chegue até julho. É preciso encontrar solução para isso".

Em carta, governadores pedem ajuda

Em meio a essa crise, os governadores dos estados enviaram carta ao governo federal pedindo um pacote de socorro com recursos financeiros para a Saúde, crédito do BNDES, além da suspensão do pagamento da dívida com a União.

E nesta semana o Ministério da Economia começou a discutir ações para ajuda financeira aos estados. A ideia é que algumas medidas sejam incluídas no parecer que o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) apresentará ao chamado Plano Mansueto - projeto de lei do Executivo para a ajuda financeira aos governos estaduais e municipais. 

Um dos pontos negociados é a suspensão do pagamento de dívidas com a União por 12 meses. O Rio de Janeiro também se beneficiaria com essa medida. 

Pedro Paulo já estava negociando também, antes da crise estourar, a ampliação do Regime de Recuperação Fiscal, de seis para 10 anos. 


O Plano Mansueto deve ser votado em breve. E o Congresso, inclusive, está preparado para que, se necessário, votações sejam feitas de forma remota, sem a necessidade de concentração de parlamentares no plenário.

Fonte: O Dia