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China regula publicações negativas sobre suas políticas religiosas na internet

Novas regras para internet aumentam a repressão a cristãos no país

Culto doméstico na China. (Foto: Portas Abertas)
Enquanto o mundo acompanhava de perto o que estava acontecendo com o Covid-19 na China, o governo introduziu novos regulamentos da Internet que proíbem os usuários de publicar conteúdo “negativo”.

Segundo o documento do governo chinês, as regras que entraram em vigor em 1º de março irão cultivar um “ecossistema de conteúdo de informações on-line” com conteúdo “positivo” em vez de “negativo”. O documento contém oito capítulos que estabelece regulamentos para fornecedores e usuários de conteúdo, entre outras questões.



O novo regulamento pede aos internautas que parem de publicar postagens que incluem “manchetes sensacionalistas”, “fofocas excessivas de celebridades” e “insinuações sexuais”. Eles também devem evitar comentar as políticas religiosas do governo. Os líderes da igreja disseram que isso tornava ilegal falar de ataques a igrejas ou a prisão de seus líderes.

Em vez disso, as conversas cibernéticas devem incluir a promoção de ideias e pensamentos do presidente Xi Jinping e sublinhar a “unidade e estabilidade” da China.

Em fevereiro, no meio da crise de coronavírus, quando muitas igrejas fecharam e recorreram à realização de cultos on-line, as igrejas sancionadas pelo governo na província de Shandong receberam uma notificação do governo ordenando que parassem também com todas as pregações on-line. O aviso também dizia às autoridades locais que parassem as reuniões públicas, incluindo os cultos da igreja, e “orientassem” os cristãos de maneiras que os impediriam de se reunir.

Segundo fontes locais, até agora as igrejas não haviam sido afetadas pela proibição. “Um funcionário pode ter como alvo apenas algumas igrejas para implementação, para atender aos requisitos do oficial sênior”, disse um funcionário de campo da Portas Abertas, cujo nome não pode ser divulgado por motivos de segurança.

Várias igrejas na capital, Pequim, receberam um pedido oral semelhante das autoridades, mas o governo não terá como proibir as reuniões presenciais em breve, quando todo o comércio se abrir e as pessoas voltarem às ruas, em sua totalidade.



“Sua primeira prioridade é controlar a disseminação do Covid-19 e se concentrar na estabilização da sociedade e na recuperação econômica. Por enquanto, eles não investem muita energia em restringir atividades religiosas. No entanto, como muitas igrejas iniciaram atividades on-line, como cultos e grupos de oração, mas os oficiais ainda são vistos alertando as igrejas”, contou o colaborador.

Ore para que o novo regulamento não venha restringir ainda mais a prática da fé cristã na China, um dos países mais fechados à pregação do Evangelho. As igrejas cristãs existentes no país, atuam sob pressão e olhares de oficiais do governo infiltrados em cultos.