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Musk quer usar implante cerebral para restaurar lembranças

Neuralink trabalha no desenvolvimento de inteligência artificial (IA) e seu papel na simbiose entre homem e máquina


A empresa Neuralink, cofundada pelo bilionário Elon Musk, pode estar prestes a iniciar testes de um controversa e inovadora tecnologia em seres humanos.

Musk acredita que, em algum momento, o ser humano será capaz de fundir o cérebro a um computador. 

Com base nesta ideia, a Neuralink trabalha com a produção de dispositivos para integrar a atividade cerebral a um sistema digital, a partir do neural lace — uma espécie de tela com microssensores projetada para ler a atividade do cérebro.



Em julho do ano passado, a empresa norte-americana divulgou planos de fazer buracos no crânio de indivíduos usando lasers para introduzir eletrodos flexíveis em seus cérebros.

Em entrevista recente concedida durante a gravação do podcast de Joe Rogan, Musk revelou que o implante terá cerca de 2,5 cm de diâmetro e será colocado após retirada de uma pequena parte da cabeça.

Após a revelação, o empresário alegou que “há uma possibilidade muito baixa” do corpo rejeitar o implante cerebral:

“As pessoas colocam monitores cardíacos e coisas para convulsões, além de implantar quadris e joelhos artificiais. É possível saber o que causa rejeição ou não.”

Ainda durante a entrevista, Musk disse que a empresa ainda não está “testando em pessoas”, mas destacou:

“Acho que não vai demorar muito. Podemos implantar um link neural em um indivíduo em menos de um ano.”

A tecnologia poderia ajudar, inicialmente, pessoas que sofrem de doenças degenerativas a recuperar a memória, mas também poderia ser utilizada para “inserir” conhecimento nos seres humanos.



Questionado sobre o impacto de sua criação na sociedade, Musk disse que o projeto não deveria surpreender:

“Somos cyborgs até certo ponto. Se perdemos o telefone ou computador, parece que está faltando um membro.”

Com informações do Futurism