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A caça aos conservadores continua: André Fernandes pode estar prestes a perder o mandato


A caça aos deputados conservadores continua. O deputado estadual pelo Ceará, André Fernandes (PSL), corre o risco de perder seu mandato.

A justificativa, de acordo com ele, é por fazer oposição ao Partido dos Trabalhadores e à família Ferreira Gomes.



Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado disse que no início de junho de 2019, um eleitor levou ao seu gabinete uma denúncia de que havia um parlamentar na Assembleia Legislativa do Ceará envolvido com uma facção criminosa.

No dia 12 de junho o parlamentar foi à tribuna e falou a respeito da denúncia, mas não citou nomes de envolvidos.

“Por não ser competência de um deputado fiscalizar outro deputado, em 14 de junho encaminhei a denúncia ao MP do Ceará e pedi sigilo, por acreditar que fosse algo grave”, disse.


Três dias depois, o próprio Ministério Público teria vazado para a imprensa toda a documentação protocolada pelo deputado.

“E fui capa de todos os jornais com o seguinte tema: ‘Deputado André Fernandes acusa deputado Nezinho de envolvimento com PCC’. Quando eu pedi sigilo ao MP foi por dois motivos. Primeiro, se aquela denúncia que chegou ao gabinete fosse uma denúncia vazia, jamais iria querer que outro parlamentar tivesse seu nome envolvido com isso injustamente”, afirmou o deputado.

“Segundo, se a denúncia que chegou ao meu gabinete tivesse um fundo de verdade e fosse para frente, eu não iria querer expor que eu, deputado André Fernandes, estava protocolando no MP sobre um suposto aliado do PCC na alta cúpula cearense por questões óbvias de segurança”, completou.



Mas o PDT de Ciro Gomes entrou com representação contra André Fernandes no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa, alegando “quebra de decoro parlamentar”.

Na representação, havia dois motivos para a “quebra de decoro”. Um deles, o pronunciamento do deputado em 12 de julho, onde ele apenas falou que tinha recebido denúncias, mas não citou nome algum.

Outro motivo, era ter acusado o deputado Nezinho Farias (PDT) de envolvimento com facção criminosa, sendo que ele apenas encaminhou ao MP uma denúncia e os dados teriam sido vazados pelo próprio órgão.

André Fernandes teve mandato suspenso pela Assembleia Legislativa por 30 dias e em seguida, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a mesma punição. Agora, está prestes a ser votada a suspensão completa de seu mandato.

“Nunca na assembleia Legislativa do Ceará houve sequer uma suspensão de mandato. Apesar de que muitas vezes deputados chegam a trocar xingamentos, ofensas e imputar uns aos outros de crimes”, lembrou André Fernandes.



Em 2020, três partidos: PSDB, PSOL e PDT (novamente) entraram com representação contra o deputado, dessa vez por ele já ser “reincidente” do Conselho de Ética, pedem cassação de seu mandato.

“Tem deputado falando que dessa vez eu não escapo. Representações não porque roubei ou porque me corrompi ou porque desviei verba pública. Se repete a cena de 2019. São representações por eu simplesmente falar e ter liberdade de expressão”.

Confira o pronunciamento do deputado:



Fonte; Terça Livre