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"A imprensa inventou o 'gabinete do ódio e muitos idiotas acreditaram'", diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro comentou na noite desta quinta-feira, a repercussão da chamada

Reprodução: Google
O presidente Jair Bolsonaro comentou na noite desta quinta-feira (04) a repercussão da chamada "CPI das Fake News", criticando a forma como parte da imprensa tem abordado o assunto ao endossar a ideia de um suposto "gabinete do ódio" operado em Brasília.


"A imprensa inventou o 'gabinete do ódio e muitos idiotas acreditaram'", disse Bolsonaro. "Pra que eu quero gabinete do ódio?", questionou, ressaltando que o apoio recebido por ele através da internet é voluntário e não financiado, como suspeitam os seus adversários.

"Foram milhões de pessoas que me ajudaram porque eu era diferente dos outros, e sou diferente mesmo", pontuou o presidente. A declaração de Bolsonaro se deu após o Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Filipe G. Martins, criticar a CPI das Fake News.

"É uma tentativa clara de criminalizar seus apoiadores", afirmou Filipe. Mais cedo, por exemplo, o Opinião Crítica publicou uma nota refutando a inclusão dessa mídia em uma lista elaborada por consultores da CPI, lado à outras como a Gazeta do Povo, o Gospel Prime e o Conexão Política.

"Qual foi o critério de seleção para a lista premiada da CPI? Também gostaríamos de saber (risos), mas a classificação caluniosa de se tratar de uma mídia reprodutora de 'notícias falsas' parece uma explicação, certo? O problema é que o tal relatório também não aponta quais notícias supostamente falsas são/foram essas", diz o texto.


"Diferentemente de conteúdos jornalísticos de caráter estritamente informativo, a nossa intenção não é meramente reportar um fato, mas imprimir sobre ele uma visão de mundo, comentando, sempre que possível. É daí que surge o que parece ser uma perseguição política e ideológica ao nosso conteúdo", destaca o texto.

Por Will R. Filho, Opinião Crítica