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Cientistas encontram dois novos planetas próximos ao sistema solar


Dois planetas foram encontrados por uma equipe internacional de cientistas perto da zona habitável de uma estrela que fica próxima ao Sistema Solar.

A pesquisa foi realizada pelo projeto Red Dots, formado por várias universidades ao redor do mundo e que busca exoplanetas semelhantes à Terra e próximos ao Sistema Solar. Os resultados foram publicados na última quinta-feira, 25, na revista Science.



Ambos os planetas orbitam muito perto da zona habitável de GJ 887 (também conhecida como Gliese 887), uma estrela anã vermelha com cerca de metade da massa do Sol e localizada a 11 anos-luz.

Os dois planetas cuja existência foi confirmada e classificados como "superterras" porque possuem entre quatro e sete vezes mais massa que o nosso planeta, mas são menores que Urano e Netuno.

"Eles também devem ter um núcleo sólido, como o da Terra", disse à BBC News Sandra Jeffers, da Universidade de Göttingen (Alemanha) e principal autora da pesquisa.



Ambos os planetas, chamados GJ 887b e GJ 887c, foram detectados usando o Buscador de Planetas em Velocidade Radial de Alta Precisão (Harpa, na sigla em inglês), um instrumento do Observatório Europeu do Sul (ESO) em La Silla, no Chile. Acredita-se que tenha uma atmosfera mais espessa que a nossa.

Um terceiro planeta


Os cientistas também detectaram sinais do que poderia ser um terceiro planeta, ainda maior que os dois anteriores, no sistema GJ 887. Este terceiro planeta estaria dentro da zona habitável.

O Dr. John Barnes, astrofísico da Universidade Aberta, no Reino Unido, e outro dos autores do estudo, disse à Press Association (PA) que "se o sinal veio de um planeta, esse planeta teria uma órbita de 51 dias".



"No entanto, também vemos sinais semelhantes que sabemos que devem vir da estrela. É por isso que atualmente não podemos dizer com certeza que o terceiro sinal vem realmente de um planeta. Se observações subsequentes o confirmarem como um planeta, ele estaria localizado bem dentro da zona habitável", acrescentou Barnes.

Fonte BBC News.