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Condenado por esquartejar avó e pai deixa prisão após Justiça conceder liberdade

Em 2016, Anderson matou e esquartejou o pai após um desentendimento e já havia matado e esquartejado a avó em 2004. Família está com medo de retaliação

Foto: Istock / Foto ilustrativa
A família de Anderson Pereira Lima, 40 anos, deixou a casa onde mora no bairro da Penha, Zona Leste de São Paulo, após a Justiça conceder liberdade condicional ao rapaz, que deixou a internação psiquiátrica em Andradina, no interior de São Paulo, na terça-feira (16). Em 2016, Anderson matou e esquartejou o pai após um desentendimento e já havia matado e esquartejado a avó em 2004.


Uma familiar dele, que prefere não se identificar, disse que a família está em pânico desde que Anderson foi libertado pela Justiça. “Tanto a família como a vizinhança estão em pânico, porque faz pouco tempo que aconteceu pela segunda vez [esquartejamento]. Quando a gente encontra ele na rua dá muito medo, a gente não sabe como reagir”, disse ela.

Ela afirmou que não sabe como Anderson voltou à sociedade tão rápido. “Não sei o tipo de critério que ele recebeu para estar tão cedo de volta à sociedade. A gente sabe que volta pior, a gente espera o pior. Temos medo de encontrá-lo, ele é extremamente imprevisível.”

Para esse tipo de crime, a liberdade condicional é prevista quando é cumprida 2/3 da pena. A Secretaria da Administração Penitenciária informou que Anderson foi colocado em liberdade condicional por decisão judicial da 1ª Vara das Execuções Criminais de Andradina. O juiz fundamentou a decisão baseado no fato de o preso “possuir lapso temporal para a concessão de livramento condicional”, cumprindo “com requisitos objetivos e subjetivos”.

“Ele saiu, não tem emprego, não tem dinheiro, uma hora vai precisar de dinheiro e a gente não sabe se ele vai querer roubar e matar também, como fez das outras vezes. É uma situação extremamente delicada e desconfortável ter de viver presa por conta dele, ele ronda a casa da família e dos vizinhos, ele manda as pessoas irem falar em nome dele, é uma ameaça constante, o perigo está batendo na nossa porta e a gente não pode fazer nada”, disse uma parente, que deixou a casa onde mora com medo de Anderson.

A família disse que depois de deixar a internação Anderson Lima passou circulando pela bairro onde morava pedindo dinheiro e abrigo.

“A gente não sabia que ele seria solto, foi uma surpresa.Todos estão com medo de que ele invada uma casa, como já fez outras vezes. Acordamos com a notícia de que ele estava andando pelo bairro. A sensação que temos é de que a qualquer momento a gente possa morrer”, explicou uma das parentes dele.


Esquartejamentos

Segundo a polícia, Anderson Pereira Lima matou e esquartejou o pai, Williams Pereira Lima, de 57 anos, na casa da família, após um desentendimento em 14 de fevereiro de 2016. Em seguida, ele chamou um táxi para transportar os pedaços do corpo em sacos plásticos. O motorista do veículo percebeu o sangue nos sacos plásticos e o deixou no meio da viagem.

Ele foi preso depois de o irmão dele ligar para a polícia e denunciar o paradeiro dele. Segundo a polícia, Lima confessou o crime, alegando ser esquizofrênico e usuário de drogas. Ele disse ainda que matou a avó em 2004 e cumpriu 11 anos de pena.

No caso da morte do pai, a Justiça considerou Anderson inimputável, o encaminhando para internação psiquiátrica no interior do estado.

Com informações do G1