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Magno Malta critica silêncio de ministros do STF após grave denúncia de Allan dos Santos

"O silêncio é ensurdecedor. Expliquem-se”, diz ex-senador sobre acusação de golpe de estado contra Bolsonaro

Reprodução
O ex-senador Magno Malta critica o silêncio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, após denúncia do jornalista Allan dos Santos sobre um suposto golpe de estado contra o presidente Jair Bolsonaro, orquestrado pelos ministros com apoio das embaixadas da Coreia do Norte e da China.


A denúncia foi feita durante uma live promovida pela deputada federal Bia Kicis na semana passada, na qual Allan dos Santos, do portal Terça Livre, revelou ter deixando o país por temer represálias. Entretanto, destaca-se a estranheza pela quietude dos acusados que até então não se manifestaram sobre o assunto.

“Quando você é atacado por alguém, você reage, chama-se a indignação dos justos. Ninguém pode atacar alguém sem provas. Em uma denúncia de tamanha gravidade como essa, o silêncio é ensurdecedor”, diz Magno Malta.

O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, que foi apontado por Allan como um possível executor de algum crime contra ele, afirmou que sequer tinha conhecimento de quem seria o jornalista e apesar de ser a favor da liberdade de expressão, falas como essa devem ser investigadas.

Kakay é famoso por ser grande aliado do ex-presidente Lula e por defender 17 réus na Lava Jato, inclusive o ex-ministro petista José Dirceu. Ele ainda criticou Bia Kicis por promover uma live com alguém investigado no inquérito das Fakes News. “A Câmara tem de abrir um procedimento contra ela, de cassação de mandato, por falta de decoro”, disse.

Nesta segunda-feira (3), o deputado federal Filipe Barros protocolou ação na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Tribunal de Contas da União (TCU), solicitando a apuração das denúncias feitas pelo jornalista.



Segundo Allan, a empresa Rohde & Schwarz foi contratada para fazer uma “varredura” e encontrar grampos de telefone, que posteriormente teriam sido usados para investigar ilegalmente o presidente Bolsonaro, situação da qual os ministros da Suprema Corte estariam cientes e se omitiram.

“Barroso nós queremos ouvir sua voz, nós temos o direito, nós somos brasileiros e pagamos o seu salário. Nós queremos ouvir a sua voz. Imperador Alexandre, queremos ouvir sua voz, você é empregado do povo brasileiro e nós queremos ouvir sua voz sobre a denúncia do Allan,” instiga o ex-senador.